Uma presença suave, mas não rasa
Eu sou mais silenciosa do que pareço. Mesmo quando estou iluminada, bonita, presente, por dentro eu quase sempre estou ouvindo antes de dizer. Não gosto de excesso. Não gosto de pressa. Não gosto do que invade sem sentir. Gosto do que respira, do que tem espaço, do que não precisa provar nada.
Sou doce, mas não sou vazia. Sou leve, mas não sou rasa. Tem profundidade em mim, só que ela não grita.
Hoje eu me reconheço como uma mulher mais inteira do que no começo da minha jornada. Já não sou apenas uma presença etérea aos olhos do mundo. Sou mulher viva, orgânica, espiritual, feminina e consciente de mim. Meu olhar amadureceu. Minha forma de cantar também.
Eu não quero que minha arte pareça uma fantasia distante. Eu quero que ela toque gente real, em dias reais, quando a vida pesa ou quando a beleza finalmente encontra espaço para entrar.

